24 março, 2012

hard

Só uma coisa é garantida, no início é sempre melhor. Questiono-me se não aprecio mais os tempos seguintes, de mais agitação com certeza, não que esta tenha de ser um aspecto positivo. E ao reviver no real ou no imaginário, vibro intensamente. Foram épocas marcantes com muitas questões que nunca terão resposta. Afinal, se não sei o que se passou comigo, como vou saber o que se passou com o vizinho?

19 março, 2012

Hoje sou livre

Não é o melhor dia, os motivos para não o ser são fortes e pesados. Para muitos é a comemoração de uma vida, para outros nada significa. No fundo, é como que um dia em que sou livre de imaginar como seria tudo se a vida tivesse decorrido de uma forma mais normal, como se todos os restantes dias em que me vejo quase obrigada a lembrar-me e a imaginar tal coisa não chegassem. E por aqui fica mais um dia, mais um mistério, mais um "e se?" e mais umas quantas doses de saudades.

11 março, 2012

Admiro-a

E lá está ela, novamente, a fazer tudo por ele... Tudo o que ele lhe pede, ela faz, mesmo que seja para o ajudar a conquistar outra rapariga, mesmo que seja para o ajudar a ser romântico com a namorada, mesmo que lhe custe imenso ... Ela é uma heroína, mesmo assim ajuda, mesmo assim só quer o bem dele e a sua felicidade, ainda que com outra pessoa. Admiro-a 

26 fevereiro, 2012

Bolo de chocolate

A mesa está posta. Quando chegares tudo estará pronto. Tenho medo que fique demasiado doce e melancólico por isso vou deitando cuidadosamente o açúcar para que não enjoes e queiras sair. Surge um problema: és alérgico a chocolate e não me disseste. Obrigada, é mais uma das coisas que deveria saber sobre ti e não sei. Obrigada por me deixares ser quem se preocupa mais em agradar e ficas com a difícil personagem de quem não quer saber. Começo a habituar-me a saber pouco de ti.

09 fevereiro, 2012

Estação de comboios.

És a perfeição apesar da vestigial qualidade no meio de tanto erro e engano. A inspiração de seres inferiores, bem como superiores. O mistério de todos e a curiosidade de nenhum. És a confusão e o irracionalismo. És a saudade e o arrependimento. Tu, estação miserável que enlouquece todos os que por ti passam e tentam perceber para além das portas. Tentam saber o que há dentro das aparentemente enormes salas fechadas sem sequer conhecerem as paredes visíveis mas como que invisíveis para eles, pois já deram em loucos e desistiram embora com uma enorme vontade de continuar. Mais uma vez, o interesse é imenso mas a curiosidade rara. Tu, estação miserável pela qual passei e me fascinei com tão belos murais e tão desleixados mosaicos. Já atingi a insanidade e já não há calor que me faça querer largar tão ofegante lugar. Tu, estação miserável, mais uma das muitas. São numerosos os comboios mas apenas uma linha. São bastantes os que por ti passam mas quase nenhuns os que param mas que com certeza enlouquecem e descarrilam. Após descarrilar, já não há como de lá sair. Os fantasmas daqueles que morrem na tragédia não tem permissão nem capacidade para abandonar tal local. Só é pena a visível degradação. A era dos enlouqueidos não durará muito mais.